A mãe egoísta que eu gosto de ser

Esse texto eu escrevi há um tempo, bem antes de desfraldar e deschupetizar. Preciso dizer que estava exausta de tentar tudo isso, e me sentindo pressionada porque Mari já tinha mais de 2 anos e nem sequer tinha sinais de uma evolução. Mariana era do tipo que não saía da rotina, odiava experimentar coisas novas e não tolerava bagunça na hora de comer, então ir a restaurantes com ela ela triste.

Mas, quer saber? Tudo isso mudou, e digo que o divisor de água foi uma viagem que fizemos a SP, em que ela conheceu coisas novas. Depois, próximo ao aniversário de 3 anos, ela mesma percebeu que já conseguia ficar sem fraldas (lógico que levava ao banheiro a cada 10 minutos, até que ela se msm começou a avisar que precisava ir). A chupeta fizemos o acordo da “fadado dente”, e ela jogou fora a “pepê” em troca de uma moeda e um livrinho, e isso foi um sucesso. Confesso que temi a primeira noite, mas depois disso ela nunca mais pediu a bendita!

Resumindo: não fora por antecipação e continue egoísta como eu, porque uma hora tudo se encaixa e no final tudo dá certo. Segue o texto:

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Comecei a perceber ultimamente que sim, sou muito egoísta! Sou egoísta demais e muitas vezes penso mais em mim, e nas facilidades e praticidades que posso ter sendo assim. Acredito que assim como eu, muitas mães sofrem desse mal. No meu caso, cheguei a essa conclusão, e a esse ponto do egoísmo, agora, nos últimos tempos. Atribuo isso ao cansaço, mas não ao cansaço físico, porque esse é inerente ao “ser-mãe”. O cansaço é daquele tipo “cansei de (tentar) ser a mãe perfeita”!

 

Desde que engravidei eu prezei por ter, fazer e ser tudo o que de melhor eu pudesse. Mas, melhor pra quem? Pra que? Na minha cabeça, melhor é ser o mais natural possível, melhor é seguir todas as regras do pré-natal, é fazer todos os exames, comer tudo o que dizem ser bom pro bebê, dormir do lado esquerdo, fazer drenagem linfática, pilates e massagem perineal. Fazer enxoval completo e comprar um monte de besteiras, passar filtro solar todos os dias e creme hidratante na barriga por 9 meses sem nunca ter me preocupado com isso antes, querer parto normal. Procurar um ótimo pediatra, comprar chupeta ortodôntica (com peso na consciência porque o ideal seria NÃO usar chupeta), amamentar exclusivamente até os 6 meses em livre demanda, tirar leite e congelar para dar quando não estivesse em casa, dar todas as vacinas EM DIA, me trancar em casa até os 6 meses de vida do bebê, dar banho de sol todas as manhãs, dar papinhas e frutinhas na introdução alimentar e excluir todos os industrializados até onde puder. Tirar as sementes da banana, ralar a maçã, não oferecer suco nem açúcar até 2 anos. Ter rotina RIGOROSA de refeições e de  sono e por isso nunca fazer programas noturnos com Mari. Ferver todos os objetos dela ate um dia desses, higienizar todos os brinquedos, lavar roupa com sabão de coco NA MÃO, andar com mil remédios na bolsa para “no caso de”. Carregar a casa inteira (incluindo banheira e berço portátil) para casa de amigos para passar um dia de sábado, levar bolsa térmica com todas as comidinhas dela para dar nesse sábado fora de casa, querer levar para a escola só após os 2 anos (levei aos 1 e 4) e brigar por um lanche saudável na escola, nunca dar brigadeiros nem a lancheirinhas nas festinhas de aniversário, nunca oferecer salgadinhos nessas festas e jamais refrigerantes (esse ainda sigo firme). Deixar de tomar refrigerante para ser p exemplo, comer frutas para ser o exemplo, parar de falar palavrão para ser o exemplo. Querer muito desfraldar e deschupetizar aos 2 e meio, e querer muito que ela dormisse a noite inteira sozinha no seu quarto (esses dois são itens que falhei, e me fazem ter essa reflexão!) Por fim, ler ou pelo menos querer ler todos os livros sobre educação de crianças que existirem.

 

Sabe o que eu consegui com isso? Nada de mais! Nada de diferente das minhas amigas mães que fizeram tudo ao contrário. Algumas coisas a até nem foram boas, sabe? O fato de eu ter privado ela de experimentar comidinhas de aniversário deixaram ela hoje sem vontade nenhuma para comer qualquer coisa nas festas, e coisas diferentes.

 

Sabe o que eu quero hoje? Fa-ci-li-da-de! Pra-ti-ci-da-de! Falei claro? É, isso mesmo! Não quero ter trabalho! E é esse meu egoísmo! É aí que ei me enquadro na lista de mães egoístas. Hoje eu queria sim, que ela adorasse comer batatinha frita, coxinha e cachorro quente, porque aí eu não precisaria me preocupar com o jantar dela antes de ir pra festa, não me preocuparia com o jantar dela antes de irmos a um restaurante. Hoje eu queria que ela largasse a chupeta e a fralda assim, milagrosamente por vontade própria! Sabe por que? Porque não tô afim de limpar a casa com xixi e número 2, e tô sem “coragem” (é, preguiça mesmo) pra insistir nesse desfralde e ensinar isso a cada 10 minutos. Tô sem essa coragem de comprar uma briga para que ela largue a chupeta, não tô afim de insistir e ver pobre implorar por uma chupeta na hora de dormir. Então, praticidade pra mim é ceder a fralda e a chupeta por enquanto. Me julguem! Agora me julguem mais por eu ceder todas as noites um espaço da minha cama para ela, já que todos-os-dias religiosamente a 1h da manhã ela chama “papai!” e nós nem pensamos duas vezes e trazemos ela pro nosso meio. Me julgueeeemmm!

 

Cansei de querer ser sempre a certinha! Cansei de querer tudo muito lindo como todo mundo (alô, redes sociais!) diz-que-tem-que-ser! Eu quero é a vida leve e fácil! E acho que quanto menos estresse por esperar a perfeição, melhor e mais prática vai ser minha vida! Quero que ela tenha a chupeta até quando eu criar coragem de tirar, mas por enquanto é muito prático dar a chupeta pra ela dormir. Quero levar fraldas pros lugares ao invés de me preocupar em levar ao banheiro toda hora. Uma hora ela mesma vai perceber que chupeta e fraldas não combinam mais com ela, assim como eu percebi que mini-saia não tem mais espaço no meu guarda roupa. Quero sair da rotina, quero que ela me acompanhe nos meus passeios, quero que ela ame me acompanhar, que ache legal sair do dia-a-do igualzinho e tomar um sorvete numa terça-feira na hora do jantar. Quero que ela ache o máximo dormir as 23h numa quarta-feira sem tomar banho porque tava brincando com os primos. Quero que ela tenha certeza que todas as noites pode me chamar (na verdade, chama o papai!) que eu vou buscar e levar para minha cama. Quero que ela, por isso, se sinta amada e acolhida e não mimada! Quero que, nessa bagunça que eu tô querendo transformar nossa vida, ela sinta que aqui, a casa dela, é o melhor lugar do mundo!

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Deus!

Hoje faz 1 semana que passei pelo pior momento da minha vida. Na quinta-feira passada Mariana, que estava com uma “simples” dor de garganta, precisou ser internada. A garganta parecia estar só irritada, mas ela mal falava, não comia, prostrou, se abateu, passava horas deitada quietinha, e gemia noite e dia!

Para uma criança que, mesmo aos 40 graus de febre em gripes anteriores, sempre estava ativa, comia, e brincava normal, aquela “gargantinha irritada” tava estranha. Quero deixar aqui meu testemunho da obra de Deus nas nossas vidas, em especial na vida de Mari. Deus colocou no nosso caminho um anjo em forma de médico, que não se conformou com o estado geral dela, que só piorava. Podia ter passado um antibiótico e mandar pra casa. Mas a internação rápida e ligeira, que me fez cair em desespero por não saber ao certo o que ela tinha, foi a melhor coisa que ele fez!

Corremos então para o hospital mais próximo, que já estava avisado sobre a internação. Chegando lá, outro anjo, a pediatra de plantão, receitou um antibiótico certeiro para o caso dela, mesmo “as escuras”, sem um diagnóstico exato. Antes disso, raio X (que de tanta prostração, Mari mal se mexia naquela cama dura. Foi furada várias vezes para pegar um acesso a veia e deixar o antibiótico e soro. E para fechar os exames, nosso outro anjo-médico, o infectologista, chegou para tirar todas as dúvidas e descartar tudo que fosse possível. Desconfiou de Meningite, por observar que o pescoço de Mari estava rígido. Nessa hora me faltaram forças pra segurar o desespero e insegurança. Chorei. Muito. Me tremi, como nunca. Tive medo, ansiedade, fraqueza. Me senti inútil e impotente. Sem esperanças e sem rumo! Só sabia pensar “Deus, olhe por nós!”, só! Até hoje, só de lembrar, tenho um nó na garganta. Lá fomos nós, punção na coluna da minha pequena. E eu fraca, saí da sala, não consegui segurar sua mãozinha, porque chorava tanto quanto ela. Mas o melhor pai do mundo para minha filha, estava lá. Forte! Do lado da nossa pequena. Tomando conta de tudo!

Aquele exame durou uma eternidade, mas passou. E eu peguei ela no colo no exato momento que fizeram o curativo. Colo, só queria colo, e dar colo para ela! Nosso colo e abraço, nós 3 (pai, mãe e filha), era nossa segurança. Como já estava medicada, e muito cansada, dormiu. Dormiu muito, bem quietinha, na posição segura para um “pós-exame” daquele. Acordou falando, dizendo “tudo bem, mamãe”. E aí, por telefone, nosso amigo-irmão-anjo deu uma notícia para o papai. Essa notícia chegou e nos deu alívio, momentos de agradecimento, pareciam fogos de artifício: o exame para meningite deu NEGATIVO. Chorei. Tremi. E só pensei “Obrigada, Deus!” Não conseguia me concentrar, parar para orar com força, só pedia “Cuida, Deus!”. E assim Ele fez.

A noite conseguiu levantar da maca e tomar um banho. Pediu para andar, já que havia passado o dia no colo. Pensei de novo “Obrigada, Deus!”. Andou. Perdeu o acesso da veia. Tiramos o acesso e ela ficou livre por uns momentos. Tomou banho. Comeu 4 colheres de papinha de aveia. Antes de dormir, mais um sofrimento: foi furada 3 vezes para achar uma veia para o soro/medicamento. Chorou e dormiu.

No outro dia, o diagnóstico dado pelo anjo-médico infecto: Bacteremia. Eu sabia o que era, e a gravidade. E também o “se” não tivesse sido internada e tratada logo. Não conseguia acreditar que estávamos passando por algo tão delicado e grave com nossa filha. Só pensava “Olha por nós, Pai”! Mas, estava sendo muito bem medicada e assistida por todos os nossos anjos aqui da Terra. O pediatra que a internou, sem ter “vínculo” nenhum de pediatra com a gente, o infecto que nos atendeu na hora que chamei por ele, nosso amigo médico que a todo momento falava com agente. Todos, muito atenciosos! E mais uma vez “Obrigada, meu Deus!”

Passamos o segundo dia de internação muito bem. Começou a comer umas coisinhas, de pouquinho em pouquinho. Brincou o dia todo sentada na maca do hospital. Contente, alegre, voltando a ficar corada. Perdeu o acesso da veia de novo. Mas dessa vez o médico não deixou que furassem ela de novo. A medicação seria intramuscular.

Aí, a noite veio uma febrinha. Ficou quietinha de novo, chorosa. Foi um momento de muita tensão. Com tanta insegurança, só pensava no pior, e com muito, muito medo de uma recaída. Chorei. Muito. Pedi a amigos por muita oração, porque eu tava fraca e sem esperanças. Com medo. Muito medo. Pedi a minha mãe que não parasse de orar, e ela com sua fé enorme, me deu colo “via zapzap”. Orou sem sessar! Chorei. Respirei. Medicamos ela para a febre. Me ajoelhei no chão, do lado da maca do hospital e pedi a Deus “Pai, me dê forças para seguir. Te entrego a saúde e vida da minha com todo o meu coração.” Não conseguia pensar em mais nada, somente em confiar em Deus. Chorei e tive medo. O papai não fazia nada mais, a não ser me consolar, me dar força, apoio. E ser forte! E ela dormia tranquila e calma, como uma anjinha. E aquela oração não saía da minha cabeça e coração “Cuida, Deus! Deixo em Suas mãos a vida de Mariana.” Passei a noite cochilando e orando em pensamentos.

Acordamos super bem. Ela bem suadinha. Dei banho e como ela diz “ficou linda e cheirosa”. Tomou toda a vitamina de banana. Pensei “Obrigada por ouvir minhas preces, Senhor!” Não demorou nada e nosso anjo-médico infecto entrou para dar alta.

E então, estou aqui! Para apenas dar esse meu testemunho de graça alcançada. Testemunho de ensinamentos. Testemunho de que Deus não falha, mesmo quando a gente acha que não é merecedor. Mesmo quando a gente não chama ele em alto e bom som. Ele não falha, nem quando a gente só chama ele em pensamento. Mesmo quando a gente só chama “Meu Deus!”. Só isso, já basta! Ele te ouve. E, como disseram minhas amigas, cheias de fé, Deus sabe o que nosso coração quer, e sabe que nós temos uma linda oração, mesmo que a gente não consiga externar. Ele é misericordioso! Segura na nossa mão e nos dá colo. Ele nos deu forças nesses 3 dias de internação. Tanta força, que não me senti cansada nenhum minuto, mas desmoronei de cansaço quando pisei em casa. Era só isso que precisava dizer a quem ler esse depoimento: Deus não nos abandona nunca, e está a nos ouvir em todos os momentos! Peça, chame, entregue sua vida e planos à Ele, e confie!

Qual é o lado ruim da cama compartilhada? Se você souber, me conte!

Se me perguntarem se Mariana dorme bem eu posso responder de imediato que sim, ela dorme super bem! Não dá trabalho para pegar no sono muito menos durante a madrugada. Mas se a pergunta for: Ela dorme a noite inteira? Quieta no quarto dela? Aí eu respondo, também imediatamente: Não! Raríssimas são as noites em que ela dorme uma noite inteira no quarto dela sem me chamar (ou chamar o pai, na maioria das vezes).

Tenho refletido muito sobre isso essas ultimas semanas. Há uma cobrança das pessoas para que as crianças durmam “sempre-nos-seus-quartos”, e que a cama compartilhada é um pecado quase mortal! E que um dia dormindo com os pais vai acostumar mal essa criança “a vida inteira”. Como se a “criança” nunca fosse crescer um dia e parar de querer ir pra cama dos pais.

Bom, agora eu pergunto: Qual é o mal de dormir na cama dos pais? Qual é a parte ruim? Tem algo errado/ruim nisso? Vai fazer com que a criança fique como? Mais ligada aos pais? Para mim isso não é ruim. Vai tirar a “liberdade” dos pais? Para mim, não! Casais que querem ser “marido e mulher” arrumam tempo e forma para qualquer coisa. Vai deixar a criança mimada? Para mim, não! Educação e limites podem e devem ser colocados durante o dia e não podemos ficar preocupadas que o sono deles ao nosso lado trará algum mal.

Com esses pensamentos na minha cabeça, não consigo ver nada de ruim na cama compartilhada. Mas, sério! Esse é um dilema que carrego comigo! E tô escrevendo aqui pra saber se tem alguma mãe que tá no mesmo barco que eu. Sério, tem algum problema em a criança dormir na cama dos pais? Me pergunto isso demais e por várias vezes me pego tentando bolar uma forma de “arrumar” o sono dela na cama dela, e no mesmo minuto penso “Que bobagem! Não tem problema nenhum!”

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Vou falar como é a rotina por aqui: entre 20h e 20h30, religiosamente (exceto em finais de semana) é a hora de dormir. Geralmente dou um lanche uns 30 minutos antes, depois banho, pijama, dentes escovados e cama (dela). Sempre deitamos na cama dela (eu ou ou pai) até que pegue no sono. Ela dorme super fácil (5 a 15 min no máximo) e já tá super acostumada, porque todos os dias são iguais. Aí dorme super bem, um sono pesado mesmo. O problema é que lá pelas 2h da manhã, ou antes ou um pouco depois, ela acorda e nos chama. Há uns meses nós deitávamos uns minutos enquanto ela pegava no sono de novo e aí voltávamos pra nossa cama (eu ou o pai), e isso se repetia umas 2 ou 3 vezes. Mas de umas semanas pra cá a gente tá trazendo ela pra nossa cama logo na primeira acordada, e aí ela capota e não acorda mais.

E por isso tenho pensado muito nessa questão: será que tô fazendo direito? Será que eu tenho que insistir para que ela durma a noite toda na cama dela? Por um lado penso que não há problema algum, até porque eu mesma dormia muito na cama dos meus pais, e se deixar, durmo até hoje. E isso nunca foi problema para eles, nem nunca para mim. Se eles falavam para eu dormir no meu quarto, eu dormia. Por outro lado, com tanta informação e conteúdo que temos disponíveis na internet, e mais com as redes sociais, penso que tô muito errada, porque “o-filho-de-todo-mundo” dorme sozinho, e existem mil métodos e técnicas para fazer seu filho dormir sozinho no quarto dele. Sim, porque ainda tem essa de que a criança tem que aprender a dormir sozinha. Pronto, agora mais uma pra minha lista de falhas maternas.

Além de compartilhar minha cama metade da noite, ainda preciso ensinar Mariana a dormir sozinha. Fora a culpa por estar errando sempre (que essa é inerente a maternidade), tenho muitos pensamentos e questionamentos sobre isso tudo. Como já falei, me pergunto se realmente há mal nisso, mas ao mesmo tempo penso que compartilhar a cama e colocar pra dormir são duas coisas muito gostosas para lutar contra. São coisas que nos deixam mais perto fisicamente e emocionalmente dos nossos filhos. Eu sou filha de um pai pegajoso e herdei isso dele com a minha filha.

Eu amo esse contato, amo esse carinho que eu sei que é reciproco, que eu sei que acalma, protege e dá sensação de segurança para ela (e para mim). Não só eu, mas também o pai. Ele pensa exatamente como eu, e ama dormir com ela. Muitas noites quando ela chama, ele deita com ela na cama dela e por lá fica!

Por isso, mamães, fica aqui meu questionamento a vocês: qual o lado ruim de compartilhar a cama? Se alguém souber ou tiver um motivo grande para acabar com isso, por favor, me falem porque preciso entender!

Primeira viagem de avião e dias sem regras!

Em maio nós fizemos a primeira viagem de avião com Mariana. Eu estava muito ansiosa para a chegada desse dia. Não só por poder viajar para mais longe do que Recife e João Pessoa, e poder passear em lugares diferentes, mas exatamente por viajar de avião.

Fiquei tensa a semana inteira que antecedeu. Preparei tudo nos mínimos detalhes, fiz lista de itens que queria levar e que não poderia esquecer. Arrumei a mala dela com todos os “looks” certinhos e roupinhas extras, caso precisasse. Na mala de mão coloquei vários itens para que ela se distraísse durante o voo. Fiquei tão focada em Mari que esqueci de mim! Esqueci de levar casaco de frio e o mais importante: minha carteira de identidade. Só me lembrei disso chegando ao aeroporto! Imaginem a aflição de ter que voltar em casa  e buscar! Mas no final, deu tudo certo!

Sem título

Além de livrinhos de pintar, de adesivos, biscoitos e canetinhas, também coloquei o santo iPad, duas massinhas de modelar num pacote de presente (me julguem!) chupetas, garrafinha de água, roupa extra, fralda de pano, fraldas descartáveis, lenço e pomada. Ah! E os remédios! Esses eu não despacho nunca e na dúvida levo TODOS! Graças a Deus não precisamos usar nenhum remédio nessa viagem.

Perguntei à médica se era necessário usar algum remédio para o ouvido dela, caso ela sentisse dor por causa da pressão e ela só recomendou que eu oferecesse água no canudo para que na hora de decolagem e pouso ela sugasse algo. E em caso de dor, analgésico.

Como o voo de ida foi a tarde, ela não dormiu nada! Ficamos nas primeiras poltronas para que tivéssemos mais espaço. Vocês acham que ela quis saber de iPad com tantas novidades? Livrinhos e massinhas novas foram o que ela quis saber.

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No chão, brincando com a massinha!

A comissária falou que não era ideal, já que em caso de despressurização eu precisaria ter mais agilidade para pegar ela. Mas ela tava tão bem ali no chão, brincando que eu não quis contrariar.

Ela amou viajar de avião e amou ver as nuvens pela janela. Durante nossos dias de passeio relaxei e deixei ela comer ou não comer. Se não queria almoçar, paciência, comia uma banana e a noite eu preparava algo bom (já que estávamos na casa de uma tia e não em hotel). Se não queria dormir as 20h, sem problemas, dorme mais tarde e acorda mais tarde. Tava chateada, chupeta! Depois eu pensava como eu iria fazer para diminuir o uso. E assim seguimos tranquilos durante toda a viagem, sem birras e sem transtornos! Preferi ficar assim, tranquila e no ritmo dela, sem regras, para que a gente (adultos) pudéssemos curtir tudo sem problemas.

Ah! A única “birra” (que não foi birra, e sim sono), que ela fez foi quando percebeu que a chupeta havia rasgado. Ela me pedia outra e eu não entendia o porquê. Olha o que ela fez com a chupeta:

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Acho que tá na hora da “deschupetização”!

Já estou doida para fazer uma próxima viagem com ela! Amei a experiência e ver que não é assim tão trabalhoso quanto imaginamos! Foram dias ótimos com amigos e família!